quarta-feira, 19 de novembro de 2025

A IA, As Bibliotecas, e o Futuro das Histórias: 6ºF

 "O Rapaz ao Fundo da Sala" de Onjali Q.Raúf

Um Novo Começo em Londres


O avião pousou em Londres numa manhã fria e cinzenta. Amir, um menino

de 11 anos, olhava pela janela tentando imaginar como seria sua nova vida.

Ele tinha deixado a sua cidade e muitos amigos para trás, fugindo da

guerra. Ao lado da mãe, carregava apenas uma pequena mala, cheia de

lembranças e esperança.

Nos primeiros dias, tudo parecia enorme e confuso: as ruas, o autocarro de

dois andares, as pessoas apressadas falando um inglês rápido demais. Amir

sentia falta do cheiro do pão que o seu avô fazia e do som das gargalhadas

dos primos.

Quando chegou o primeiro dia de aulas, ele ficou nervoso. A escola era

barulhenta, cheia de cartazes coloridos e crianças a correr pelos corredores.

“E se ninguém gostar de mim?”, pensou.

A professora, Ms. Taylor, apresentou-o à turma:

—Turma, este é o Amir. Ele veio de muito longe e vai estudar com vocês a

partir de hoje.

Um silêncio curioso tomou conta da sala — até que uma menina de tranças

levantou a mão e disse:

— Oi, Amir! Queres sentar –te aqui comigo?

O nome dela era Emma, e ao lado dela estava James, que adorava futebol.

Aos poucos, Amir começou a sentir-se mais à vontade. Eles ajudaram-no

com o inglês, mostraram o caminho até a biblioteca e até o convidaram

para jogar bola no recreio.

Nos primeiros chutes, Amir errou quase todos, mas ninguém riu.

— Vais melhorar — disse James, sorrindo.

Em poucos dias, Amir percebeu que aqueles colegas não o viam como um

“refugiado”, mas como um amigo. Eles queriam conhecer as suas histórias,

aprender palavras do seu idioma e provar os doces que a sua mãe fazia.

Um dia, durante a aula de artes, Amir desenhou a sua antiga casa e, ao lado,

o céu cinzento de Londres com um arco-íris unindo os dois lugares. A

professora olhou e disse:

— Que lindo, Amir. Acho que encontraste um novo lar.

E ele sorriu, porque pela primeira vez desde que tinha chegado também

sentia isso.


Pesquisa feita por Pedro Oliveira 6ºF 

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