terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

“Newton gostava de ler- criar dunas”

 


No âmbito do Plano Anual de Atividades da Biblioteca Escolar, foi desenvolvida a atividade “Newton gostava de ler- criar dunas”, nas turmas D, E, F, H e I do sétimo ano.

Após a exploração do capítulo “Dunas”, da obra “Diógenes”, de Pablo Albo, os alunos realizaram uma atividade experimental com o objetivo de verificarem as condições de formação das dunas e perceber a razão das mesmas não serem estruturas fixas.

Por se tratar de uma abordagem diferente aos conteúdos programáticos de Ciências Naturais, os alunos reagiram de um modo bastante positivo. Consideraram a atividade interessante e participaram com entusiasmo na sua dinamização.

Dado o interesse demonstrado, foram explorados outros capítulos da obra e os alunos foram incentivados à leitura autónoma do livro. Como complemento, foi sugerido (sem caráter obrigatório) que os mesmos criassem uma história inspirada na obra, tendo-se verificado uma adesão à proposta de 20% dos alunos. Após revisão das histórias, estas serão publicadas no blogue da biblioteca Escolar, ficando disponíveis a toda a comunidade educativa.

Tendo em conta a reação dos alunos à atividade, que combina Ciência e Literatura, esta estratégia revela-se não só pertinente, mas certamente uma mais-valia como forma de os envolver e motivar para a Ciência e leitura e, consequentemente, desenvolver o espírito criativo.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

TRADIÇÕES E COSTUMES DOS NOSSOS AVÓS Festividades religiosas e pagãs: Caal

 

TRADIÇÕES E COSTUMES DOS NOSSOS AVÓS

Festividades religiosas e pagãs

Entrevista

Entrevistador: Miguel Fontes, 10 anos, Santa Maria da Feira

Entrevistado: Maria Alice Fontes, 73 anos, Sanguedo; Sª Mª Feira

Entrevistador: Avó, podia contar-me por favor, como comemorava o Carnaval na sua juventude?

Entrevistada: Olá Miguel! Sim, vou falar-te um pouco do meu Carnaval, mas digo-te já que não era uma festa à qual desse muita importância. Na minha freguesia nãos se realizava nenhum cortejo. O que eu fazia com alguns amigos, era vestir algumas roupas velhas, pois não havia dinheiro para comprar fantasias. As mulheres vestiam roupas de homens e os homens vestiam-se de mulheres. Assim vestidos, na aldeia, fazíamos uma enorme fogueira com um mastro no meio, onde colocávamos um espantalho a queimar, a que chamávamos “queimar o velho”. Como o Carnaval é no inverno, ficávamos a dançar à volta da fogueira, até ela se apagar. Era mesmo muito divertido!

Era também tradição comer o cozido à portuguesa, com todas as carnes e legumes, isto porque no dia seguinte começava a Quaresma (época importante para os católicos), quarta-feira de cinzas, e fazíamos jejum.  

     Boas recordações, meu querido neto! 

Entrevistador: Muito obrigado, avó, pela sua colaboração na realização desta entrevista, onde aprendi mais sobre as tradições e costumes antigos.

Tradições e costumes dos nossos avós Festividades religiosas e pagãs: Carnaval

 

Tradições e costumes dos nossos avós

Festividades religiosas e pagãs




Carnaval

Entrevista

 

Entrevistador: Gabriel Gomes Mendes; 10 anos; São Miguel de Souto

 Entrevistada: Rosa Maria Ferreira Pinho Leite; 58 anos; Mosteirô

Entrevistador: Avó, podia contar-me por favor, como festejava/comemorava o Carnaval, na sua juventude?

Entrevistada: Antigamente, no Carnaval, utilizávamos um saco de linhagem para fazer a nossa roupa. Eu cortava de cada lado o saco e em baixo, para poder mascarar-me. Para tapar a cara, fazia uma máscara com cartão e pintava com carvão, pois nessa época não tinha marcadores. Depois de mascarados, eu e os meus irmãos juntávamo-nos com alguns vizinhos e andávamos pela rua a desfilar, todos contentes e muito alegres. Os meus irmãos levavam um pau e imaginavam que era uma espada. Só os filhos dos mais ricos tinham serpentinas e máscaras de plástico. Recordo-me que, por volta dos meus catorze anos, vesti-me de índia, com um saco de linhagem e com um pedaço de pano velho que a minha avó tinha em casa; fiz uma fita e coloquei penas de galinha para parecer uma índia. Eu estava tão gira! Nesse ano, participei juntamente com outros grupos no carnaval de Mosteirô. Lembro-me da minha mãe Ilda ficar muito desiludida, quando me viu no grupo das índias a desfilar, porque gostava mais do grupo de carnaval em que estavam mascarados de reis e rainhas. Mas, nesse ano foi o nosso grupo dos índios que ganhou. Não tínhamos muitas possibilidades para comprar roupas, mas com imaginação, conseguimos fazer algo de bonito.

 Entrevistador: Muito obrigado avó, pela sua colaboração na realização desta entrevista, onde aprendi mais sobre as tradições e costumes antigos.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Fase de Escola do I ConCil

 ALUNOS APURADOS PARA A FASE MUNICIPAL ESCRITA 




Apurados do 1º ciclo

Mariana dos Santos Reis, Escola Básica de Mosteirô, 4ºMo4A

Gustavo Marques Gonçalves, Escola Básica de Valrico, 4ºVA4A

 

Apurados do 2º ciclo

Martim Borges Pinho, nº18, 6ºF

Sofia Isabel de Araújo Borges, nº24, 5ºA

 

Apurados do 3º ciclo

Maria Clara de Oliveira Ferreira, n.º11, 8.º A

Matilde Ferreira da Silva, 9.ºB

Concurso Giotto És Tu 2023

Parabéns aos Vencedores Giotto És Tu 2023


A FILA IBERIA propôs um fantástico concurso de criatividade vinculado à figura do artista GIOTTO.

O objetivo deste concurso consistiu em trabalhar de uma forma criativa com os alunos, reunindo todos os marcadores GIOTTO que já não pintem proporcionando-lhes numa segunda vida. Desta forma, os alunos puderam trabalhar os valores da reutilização para ajudar a redução de resíduos.

A Turma do 5ºA (orientada pela Professora Mónica Amado) venceu o 2º lugar da CATEGORIA C, 2º CICLO.



O trabalho da turma em exposição na Biblioteca.

Parabéns aos participantes!



 

A Festa das Fogaceiras

As fogaceiras na Escola Fernando Pessoa (15/01/2024)


E na Cidade (20/01/2024)




 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

Concurso: Conta-me o 25 de Abril


Regulamento disponível para consulta na Biblioteca

 

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

TRADIÇÕES E COSTUMES DOS NOSSOS AVÓS Festividades religiosas e pagãs

 

TRADIÇÕES E COSTUMES DOS NOSSOS AVÓS

Festividades religiosas e pagãs

Natal

Entrevista

Entrevistadora: Leonor Vaz; 10 anos; Arada (5ºD)

Entrevistada: Avó Mimosa; 65 anos; Esmoriz

 

Entrevistadora: Avó, podia contar-me por favor, como comemorava o Natal na sua juventude?

Entrevistada: Na véspera de Natal (dia 24 de dezembro), juntávamos toda a família (pais, avós, irmãos, sobrinhos ) à volta da mesa e comíamos a tradicional comida: o bacalhau, a caldeirada e sobremesas como o bolo rei, as filhoses, as rabanadas de leite e de vinho, as nozes, as castanhas, as avelãs e bebíamos vinho do Porto, aquecido com canela e aguardente. Essa noite era muito divertida: cantávamos fados, dançávamos, fazíamos jogos e convivíamos todos, junto à lareira acesa. À meia noite, abríamos as prendas e, todos contentes, íamos dormir. No dia 25, dia de natal, comíamos  farrapo velho e carnes. Depois, passávamos o resto do dia, todos juntos a comer, a beber, a dançar e a conversar, enquanto as crianças brincavam no pátio. E era assim que passávamos a quadra natalícia.

Tenho tantas saudades desses tempos!

Entrevistadora: Muito obrigada, avó, pela sua colaboração na realização desta entrevista, onde aprendi mais sobre as tradições e costumes antigos.

TRADIÇÕES E COSTUMES DOS NOSSOS AVÓS Festividades religiosas e pagãs

 

TRADIÇÕES E COSTUMES DOS NOSSOS AVÓS

Festividades religiosas e pagãs

Natal

                             
Entrevista

Entrevistador: Miguel Fontes; 10 anos; Santa Maria da Feira (5ºI)

Entrevistada: Maria Alice Fontes, 73 anos, Sanguedo

 

Entrevistador: Avó, podia contar-me por favor, como comemorava o Natal na sua juventude?

Entrevistada: Querido neto, o Natal na minha juventude começava no dia 24 de dezembro, à meia-noite, com toda a família a participar na Missa do Galo, na igreja da terra. No meu tempo o Sr. Padre dava o Menino Jesus a beijar, sim, porque para nós católicos é esse o significado do Natal: o nascimento de Jesus. Eu fazia o presépio e não a árvore de Natal. Quem trazia os presentes (uma peça de roupa ou um chocolatinho) era o Menino Jesus, que os deixava sempre num sapatinho, que colocávamos junto ao presépio ou na chaminé. Não sei se sabes, mas em algumas freguesias do concelho de Santa Maria da Feira, a consoada faz-se na noite do dia 25 de dezembro e não no dia 24, e muitas famílias ainda hoje mantêm essa tradição. Isto, porque muitas pessoas trabalhavam fora da terra e só depois, no dia 25, à noite, podiam fazer a ceia. Nesta, não podia faltar o bacalhau cozido com batatas e couve portuguesa (penca), ao qual aqui chamamos “caldeirada”. Como sobremesa, tínhamos rabanadas, aletria, leite-creme…  Não tínhamos muitos presentes, mas éramos muito gratos por ter saúde e a família toda reunida, a rir, a cantar e a brincar, madrugada fora.

No dia seguinte, voltávamos a estar juntos ao almoço, para comer o “farrapo velho”, que era o resto da caldeirada, aquecida.

Tenho muitas, muitas saudades desses tempos!

Entrevistador: Muito obrigado, avó, pela tua colaboração na realização desta entrevista, onde aprendi mais sobre as tradições e costumes do Natal da tua infância e da tua região.

Entrevistada: Obrigada, meu neto, por me fazeres recordar o Natal da minha infância.

"Fêtons le français!" - La fête des rois (4 a 10 janeiro)











quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Encontro com o escritor Carlos Nuno Granja

 

   No dia 22 de novembro de 2023, entre as 11:55h e as 12:45h, na aula de Português, o 5.º A teve a oportunidade de conhecer o escritor, professor e bibliotecário Carlos Nuno Granja. Para além de escritor, também é professor de Português na nossa escola (EB 2, 3 Fernando Pessoa) e coordenador de uma das bibliotecas do Agrupamento.


      

            Explicou-nos o seu “processo criativo” quando vai escrever uma história e falou-nos de como fica inspirado para a escrita de um livro através de sites, entre outros recursos.

            Contou-nos que uma das principais características é escrever as histórias de uma maneira diferente do habitual. Por exemplo, numa situação hipotética, o escritor, em vez de contar a história de uma princesa bonita que casou com um príncipe encantado, com o qual viveu muito feliz para sempre, escolhe falar de uma princesa muito feia, com orelhas compridas até à barriga, que casou com um príncipe baixo, com um nariz pontiagudo, com o qual casou, e não foi feliz.

Falou-nos de vários livros dos quais é autor, entre elas “A Trompa Dourada do Elefante Gigante”, tendo manifestado o seu gosto pelos animais. Referiu que se trata de uma história de um elefante pouco preocupado com a sua imagem, onde os valores, como a bondade, são bem mais importantes na amizade do que a forma e a imagem de cada ser.

Seguidamente, apresentou-nos a obra “O Bobo da Sorte da Princesa Donzília” que se encontra à venda na biblioteca da nossa escola (EB 2, 3 Fernando Pessoa), para os alunos interessados. Achámos a história interessante, engraçada e apelativa. O autor contou a história com muita expressividade e energia, tendo referido que trazia uma lição, pois “aquilo que, muitas vezes, nos parece, não o é”.

Pelo que ouvimos e vimos, a maior parte dos alunos teve muita curiosidade em saber quais são os métodos deste escritor para escrever os seus livros e como se organiza.

Esperamos que esta atividade possa ser realizada com outras turmas do Agrupamento e fora deste, para outros alunos terem a oportunidade de encontro com um escritor tão envolvente e tão próximo de nós.

Este trabalho foi realizado por Ana Gonzaga, Beatriz Lobo, Matilde Valente e Rodrigo Braz, do 5.º A.

 

SOBRE O AUTOR


          Carlos Nuno Granja nasceu em Ovar, no outono de 1975. Começou a escrever poemas aos 9 anos e, aos 11 anos, recebeu uma máquina de escrever.

É professor do 1.° ciclo há 23 anos. Exerce, há três anos, as funções de Professor Bibliotecário. Depois de fazer a Licenciatura para a docência no Ensino Básico - variante de Português e Inglês, na Escola Superior de Educação de Viseu, regressou aos estudos, 20 anos mais tarde, para frequentar o Mestrado em Estudos Clássicos na Faculdade de Letras de Coimbra. Concluiu a Pós-Graduação em Leitura, Aprendizagem e Integração das Bibliotecas nas Atividades Educativas na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.
          Está a frequentar o Doutoramento em Estudos Literários, na Universidade de Aveiro, e está a redigir a dissertação na mesma Universidade para o Mestrado em Educação e Formação - ramo de Administração e Políticas Educativas.

O seu gosto pela escrita abrange todos os géneros, tendo 24 livros publicados (entre poesia, crónicas e literatura para a infância), nos 8 anos que leva de vida literária.
          É o programador do Festival Literário de Ovar, desde a sua primeira edição, e organizou eventos literários (88 tertúlias) e culturais no Museu de Ovar. Tem um programa de rádio sobre literatura na AV FM há 6 anos (A ler é que a gente se ouve) e um programa sobre a atualidade com diversos convidados ao longo do mês (Sobre tudo e sobre nada).
Cometeu a loucura de abrir uma livraria em Ovar (Doninha Ternurenta) e de fundar uma editora.

A paixão pelos livros, sempre incompleta, é uma forma de acreditar no mundo e nas pessoas e de duvidar de todas as certezas.

https://www.wook.pt/autor/carlos-nuno-granja/2964002

 

OBRA APRESENTADA

O Bobo da Sorte da Princesa Donzília

Autor: Carlos Nuno Granja

Ilustrador: Hélder Teixeira Peleja

Editor: Acento Tónico, julho de 2019 

SINOPSE

          Não sabemos bem como começam as histórias e como acabam. Apenas sabemos que adoramos ouvi-las.
          Esta história é muito estranha e fala-nos de uma princesa que sonhou, um dia, ser rainha.
          Donzília tinha um dom especial, que desconhecia, mas foi um simples bobo que quase mudou a sua vida.
          Um príncipe trapalhão e um bobo atabalhoado só poderiam originar acontecimentos estranhos e divertidos, onde nada faz sentido.
          Mas será que alguma história faz sentido?

https://www.wook.pt/livro/o-bobo-da-sorte-da-princesa-donzilia-carlos-nuno-granja/23185857

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Tradições e costumes dos nossos Avós: Festividades religiosas e pagãs: O São Martinho

Entrevista

Entrevistadora: Íris Vaz; 10 anos; Santa Maria da Feira (aluna do 5ºG)

Entrevistados: Avô Fernando, 78 anos; Esmoriz e Avó Palmira; 75 anos; Cortegaça

Entrevistadora: Avós, podem contar-me por favor, como comemoravam o São Martinho na vossa juventude?

Entrevistado: No meu tempo de juventude, não era como hoje! Nós esperávamos estes dias com alguma ansiedade, pois só nesses dias se comia melhor. Só em dias de festa é que tínhamos direito a provar algumas coisas boas. Juntávamos os nossos amigos e vizinhos e fazíamos uma grande fogueira, que normalmente durava até ao dia seguinte. Aí assávamos castanhas, que comíamos cheios de prazer e nos divertíamos, saltando a fogueira. As canções e a música eramos nós que as fazíamos.

Entrevistada: Lembro-me que era muito bonita essa quadra. Antes, três ou quatro dias, íamos ao pinhal, buscar um feixe de graviço, para assar as castanhas. Quando eram assadas na fogueira, elas ficavam tão boas e quentinhas! Que bom era senti-las nas mãos e saboreá-las! No fim, bebia-se água-pé, dançava-se e cantava-se à volta da fogueira. Também se faziam os bilharacos de abóbora-menina. Uma das canções que nós cantávamos, acompanhadas de muitas palmas, era assim:

O ouriço já secou, já caiu a castanhinha

Assadinha na fogueira a saltitar

Hoje é dia de São Martinho

Vamos cantar e dançar


O São Martinho era muito alegre e divertido! Tenho muitas saudades desses tempos!

Entrevistadora: Muito obrigada pela vossa colaboração na realização desta entrevista, onde aprendi mais sobre as tradições e costumes antigos.

terça-feira, 5 de dezembro de 2023