segunda-feira, 3 de junho de 2024

Texto dramático, elaborado pelos alunos de Clube de Leitura, Escrita e Dramatização, baseado na obra: "A Fada Oriana", de Sophia de Mello Breyner Andresen .

 

CLUBE DE LEITURA, ESCRITA E DRAMATIZAÇÃO

A Fada Oriana

I ATO

Narrador: Certo dia, andava Oriana a passear pela floresta, quando surgiu a Rainha das Fadas.

Rainha das Fadas: Oriana, como és uma boa menina, vou-te transformar numa fada. Toma estas asas e esta varinha de condão.

Oriana: Muito obrigada, Rainha das Fadas. O que tenho de fazer?

Rainha das Fadas: Tens que tomar conta da floresta e de todos os que aqui vivem.

Oriana: Quais são as minhas tarefas?

Rainha das Fadas: Tens que ajudar a velha, limpar a casa do lenhador, tomar conta dos filhos do moleiro, proteger os animais e regar as plantas.

Oriana: Está bem! Prometo cuidar de tudo e de todos.

Narrador: A partir, desse dia, Oriana espalhou toda a sua bondade por onde passava.

 

II ATO

 

Narrador: Certa tarde, Oriana viu um peixinho a morrer asfixiado e colocou-o dentro do riacho.

Peixe: Obrigado, Oriana! Salvaste-me a vida.

Oriana: O que te aconteceu, peixinho?

Peixe: Dei um salto atrás de uma mosca e caí no meio das ervas.

Narrador: Nesse momento, Oriana olhou para a água e viu o reflexo da sua imagem.

Oriana: Oh, como sou tão bela! Nunca me tinha visto!

Peixe: Sim, sim... és mesmo bonita, mas ainda podes ser mais charmosa!

Oriana: Mas como? O que tenho de fazer?

Peixe: Precisas de pentear os teus cabelos, decorá-los com flores e colocares um magnífico colar de pérolas.

 

III ATO

 

Narrador: A certa altura, surge a Rainha das Fadas.

Rainha das Fadas: Oriana! O que tens andado a fazer?

Peixe: Ela tem estado sempre comigo, a contemplar a sua beleza e a ouvir os meus elogios.

Oriana: Perdão, Rainha das Fadas! Estou tão arrependida!

Rainha das Fadas: Faltaste à tua promessa e abandonaste a floresta. Vais ficar sem asas e sem a varinha de condão.

Oriana: Não, não, por favor! Não quero deixar de ser uma fada.

Rainha das Fadas: Só voltarás a ser uma fada, quando reparares todo o mal que provocaste.

Narrador: E foi assim, que a Rainha das fadas castigou o narcisismo de Oriana.

 

Newton gostava de Ler!

 


             O colecionador de raquetes

  Era uma vez um menino chamado Lucas, um jovem desde pequeno fascinado pelo ténis.

  Vivia numa pequena aldeia, mas seu gosto por aquele desporto era enorme.

  Por viver numa aldeia pequena, não tinha campos de ténis para jogar nem outras pessoas interessadas com quem pudesse jogar. Então, jogava sozinho contra uma parede.

 Para ter a sua primeira raquete, os pais tiveram de ir a uma grande cidade, longe da sua aldeia, para a comprar.

  A certa altura já tinha colecionado cinco raquetes, todas em seu quarto penduradas na parede. Cada uma com a sua história.

  O grande sonho de Lucas era conseguir jogar no maior torneio de ténis do mundo, em Wimbledon.

  Ele assistia a todos os jogos, absorvendo cada movimento, cada estratégia e sonhando um dia estar lá.

  O tempo passou, Lucas e a sua coleção de raquetes cresceram, tendo doze raquetes penduradas em seu quarto, já para não falar das que partiu!

  Após anos de muito esforço, finalmente o momento que tanto ansiava chegou. Lucas qualificou-se para o torneio de Wimbledon. Com um misto de nervosismo e excitação, ele jogou com todo o coração e habilidade que tinha acumulado ao longo dos anos. Contra todas as expectativas, ele venceu e garantiu um lugar no torneio principal.

  Naquele dia, Lucas realizou o sonho de uma vida. Pisou o prestigiado relvado de Wimbledon, segurando a sua raquete favorita da coleção.  Apesar de enfrentar adversários talentosos, jogou com toda a garra.

   Lucas pode não ter ganho o torneio, mas terminou o torneio com um sonho realizado.

  Esforçou- se muito para conseguir aquele momento!

  E com uma história que pode associar à sua raquete…”joguei o maior torneio do Mundo com esta raquete”.

Sofia Resende, 7ºF

Newton gostava de Ler!

 


O rapaz das moedas

   Hoje venho falar-vos sobre o Augusto,ele é um rapaz que gosta de colecionar diferentes moedas de vários países.

    Existe mais de uma centena de moedas mas o Augusto infelizmente não contém todas as moedas na sua coleção ele apenas tem o dólar americano;o euro;o dólar australiano;franco suiço;dólar canadense e o peso argentino.

     O Augusto pretende obter muitas mais moedas na sua coleção pois estas que ele tem acha que são poucas.

     Num certo dia o Augusto levou estas moedas para a escola pois queria compartilhar com a sua turma a sua coleção de moedas.

    Ele aproveitou e no intervalo chamou todos os colegas da sua turma para a sua mesa e mostrou-lhes as suas moedas, todos gostaram muito  da sua coleção,mas no meio de tantos colegas de sua turma houve uma menina que amou a sua coleção e ela queria muito perguntar ao Augusto onde ele arranjava estes diferentes tipos de moedas,sem ter que viajar para  os diferentes países,pois ela também queria adquirir umas para a sua coleção.Mas ela ficou com muita vergonha de perguntar ao colega.

     Depois das aulas ele retorna a casa e guarda as suas moedas dentro da sua caixa para elas ficrem bem seguras. 

 

 

Shahriyor_ Murodov

7ºE


Newton gostava de Ler!


O rapaz que colecionava folhas 

O Gabriel é um rapaz que adora colecionar folhas de árvores. Ele apanha uma folha sempre que está feliz, triste ou numa viagem especial. Cada folha tem cores e formatos diferentes, como se fossem pedacinhos de suas memórias.

Ele guarda as folhas em álbuns organizados. Cada folha conta uma história, pode ser um momento alegre, triste ou uma aventura. Quando olha para as suas folhas, Gabriel lembra-se dos dias especiais que viveu.

O rapaz das folhas é quase como um pintor, mas em vez de usar pincéis, ele escolhe folhas de árvores. Cada folha é como uma tela que guarda um pedacinho de sua vida. Sempre que algo acontece, lá vai ele apanhar uma folha para sua coleção mágica.

Os álbuns do Gabriel são como aqueles antigos de fotos, mas em vez de rostos, tem folhas incríveis. Cada uma delas é como um conto diferente, uma memória que ele pode tocar. As folhas têm cores malucas e formatos engraçados, como se fossem desenhos secretos da natureza.

Quando Gabriel olha para suas folhas, é como se estivesse a folhear um livro cheio de momentos especiais. Pode ser uma folha verde brilhante de um dia feliz no parque, ou talvez uma folha meio amassada de um dia tristonho.

A melhor parte é que Gabriel não é só um colecionador de folhas, mas também um contador de histórias da natureza. Ele compartilha as suas aventuras e sentimentos através das folhas, como se estivesse a sussurrar para a natureza.

Uma coleção de centenas de folhas guardadas em álbuns não é algo muito comum. Porém, como todas têm uma história, a história por trás da sua coleção faz-nos perceber que, apesar de incomum, é das coleções mais bonitas e especiais. Por carregar tantos sorrisos, lágrimas e descobertas, tornou-se ainda mais rara e, certamente, única. 

Rodrigo Pais, Nº24, 7ºE


Newton Gostava de Ler!

 


EM BUSCA DAS CARTAS RARAS 

Rogério era um jogador de futebol profissional e um grande colecionador de cartas de futebol. Ele queria muito completar a sua coleção, mas ainda lhe faltavam cem cartas.

Sem nunca desistir, ele entrou em vários grupos de colecionadores do seu país e conseguiu comprar vinte e cinco das que lhe faltavam, por vinte e cinco euros.

Na sua procura, perguntou a todos os seus contactos nas redes sociais se tinham cartas dessa coleção. Mas ninguém tinha esse tipo de cartas.

Rogério ficou triste, muito triste. Começou a jogar mal e a cometer muitos erros, pois estava obcecado em conseguir terminar a sua coleção.

Aos vinte e seis anos, decidiu retirar-se do futebol e dedicar-se a completar a sua tão sonhada coleção. A única fonte de rendimento era o seu humilde emprego, no qual trabalhava desde as 9h30 até às 16h e, assim que podia, ia a vários quiosques e lugares onde os colecionadores trocavam as suas cartas repetidas. Certo dia, um homem que se dirigia a um os quiosques frequentados pelo Rogério, avistou o antigo jogador, que se mostrava cabisbaixo a entrar no seu carro, tendo-o reconhecido imediatamente. Dirigiu-se a ele e perguntou-lhe porque estava tão triste. Então, Rogério explicou tudo o que fez para tentar completar a sua coleção, mas como já estava a perder a esperança de a concluir, pensava desistir da sua busca.

Foi nessa altura que o homem tirou do seu bolso uma pequena caixa onde guardava as suas mais raras cartas de coleção e disse ao jogador:

- Dou-te isto sem te pedir nada em troca, pois és um dos meus ídolos e adoro o trabalho que fizeste pelo meu clube do coração. Espero que consigas terminar a tua coleção.

Excitado, o jogador abriu a caixa e viu que tinha setenta das cartas que lhe faltavam. Ficou muito feliz, agradeceu e foi em busca das suas últimas cinco cartas.

Correu o país à procura de alguém que pudesse ajudá-lo, até que, certo dia, um  antigo colega de equipa enviou-lhe uma mensagem que dizia: “Fiquei a saber que andas muito ansioso para acabar a tua coleção e decidi ver o que podia fazer para te ajudar. Fui ao porão de minha casa e encontrei duas saquetas de cartas. Não sei se vão ajudar a terminares a tua coleção, mas é o máximo que te posso dar. Espero que tenhas sorte!”

O velho amigo do jogador enviou-lhe a encomenda por correio e, mal chegou, rapidamente a abriu.

Rogério não queria acreditar no que estava a ver. Dentro das saquetas tinha encontrado as cinco cartas que lhe faltavam. Teve uma explosão de alegria e sentiu que tinha completado um dos seus objetivos de vida.

Após conseguir terminar a sua demanda, o jogador deu mais uma alegria aos seus fãs. Anunciou o seu regresso ao futebol. Todos ficaram felizes, principalmente o jogador, que jogava incrivelmente bem e sem distrações, pois tinha concluído a sua missão.

Felizmente Rogério teve uma carreira de muito sucesso, levando o seu clube a inúmeros títulos e deixando todos maravilhados com as suas habilidades desportivas.

 Pedro Costa, 7ºF


“Newton gostava de ler!- Criação de dunas”

 


No âmbito da atividade “Newton gostava de ler!- Criação de dunas”, dinamizada nas aulas de Ciências Naturais, os alunos das turmas D, E, F, H e I do 7.º ano foram convidados a elaborar uma história inspirada na obra “Diógenes”, tendo nascido pequenos contos  com muita criatividade.

O tema comum foi “Coleções”, à semelhança do que foi abordado em “Diógenes”. A partir deste tema, a imaginação podia voar sem limites.


Tom "O Colecionador"

 

Hoje vou falar-vos um pouco do Tom, que faz coleções de coisas muito estranhas.

Ele faz coleção de sacos, de relógios muito (mas mesmo muito) antigos, de fios de cabelo de celebridades e muito mais...

Esta ideia de colecionar surgiu em 2008, quando Tom tinha 8 anos. Ele estava a ver televisão quando passou um programa sobre colecionadores. E aí surgiu a ideia de colecionar coisas estranhas.

Ele coleciona sacos, pois a mãe traz sempre do trabalho muitos sacos e ele decidiu colecionar. Além disso, achou que era algo único.

Também coleciona relógios muito antigos, porque o seu pai é relojoeiro e possui muitos relógios antigos. Desta forma, Tom ficou a conhecer a evolução dos relógios ao longo do tempo.

A coleção de fios de cabelo de celebridades começou porque a sua irmã mais velha é cabeleireira e trabalha no melhor salão de cabeleireiro de Paris, que é frequentado por muitas celebridades. Deste modo, o Tom consegue ter uma recordação de cada uma dessas celebridades.

Até hoje Tom continua a colecionar as coisas mais estranhas. Estranhas para nós, porque para o Tom significa que é diferente das outras pessoas e isso faz com que se sinta bem e especial.

Maria Varanda, 7ºF


                                  Amaya e o poder dos cristais

 

 

Era fim de inverno e os raios de sol entravam pela janela iluminando cada canto onde incidiam. Amaya, ainda enrolada nos seus lençóis, ressonava baixinho, os passarinhos cantavam lindas melodias, a neve começava a derreter permitindo ver o verde dos campos de girassóis, as andorinhas cruzavam o céu e uma leve brisa salpicava a manhã.

Amaya, uma simples menina de 12 anos, tinha pele clara, cabelo castanho escuro muito macio e sedoso, olhos verdes da cor esmeralda e lábios delicados e rosados.

Ela vivia numa pequena casa amarela no meio de um campo cheio de flores de vários tipos e adorava brincar no jardim da sua casa onde havia um pequeno lago com patos e peixes coloridos, um banco onde passava tardes a ler e uma horta repleta de plantas muito bem cuidadas.

Vivia com a sua mãe e a sua irmã mais velha, Alicia, o seu pai faleceu quando Amaya tinha apenas 2 anos. Ela não sabia muito sobre ele, pois a sua mãe não gostava muito de falar no assunto, o que Amaya não entendia muito bem o porquê, pedindo em todos os aniversários que algum dia tivesse resposta a essa questão. Embora tivessem uma vida simples, ambas amavam-se profundamente e foram sempre muito felizes agradecendo à deusa mãe Natureza pelo que tinham.

 Amaya adorava colecionar, principalmente cristais e tinha o sonho de um dia poder ajudar o mundo com os seus poderes. Ela achava que cada um deles tinha um significado e o poder de concretizar desejos, então, conservava-os e guardava-os em caixinhas. Ela já tinha muitos cristais, mas continuava sempre em busca de algo especial e incomum.

Nessa manhã, Amaya sentiu um cheirinho tão bom que saiu logo da cama, abriu a janela e respirou o ar puro da manhã. Não sabia bem porquê, mas sentia que o dia ia ser especial. Vestiu o seu vestido de renda preferido e colocou um laço no cabelo, desceu as escadas a correr e percebeu logo a origem do tão famoso cheiro. A sua mãe estava a fazer panquecas, o doce preferido da Amaya.

Comeu e foi lá para fora, para o jardim, pois estava ansiosa para ver como estavam as suas plantinhas. Regou, cuidou e falou com elas como fazia todas as manhãs, de repente sentiu uma brisa inquietante como se algo a chamasse vindo da floresta perto de sua casa e como era curiosa, resolveu ir ver o que era. Na floresta, ela costumava passear e apanhar cogumelos com a sua irmã, mas ela ainda não se tinha levantado, então, decidiu que iria sozinha Bem, sozinha não, pois estava sempre bem acompanhada pelo seu passarinho a quem dera o nome de Molly.

A floresta ficava a alguns metros de sua casa e por isso chegou lá em pouco tempo. Mal entrou pela floresta dentro reparou que algo estava diferente, era como se uma fada qualquer tivesse deixado cair uns pozinhos mágicos por cima das árvores, dando-lhes um brilho misterioso. Amaya olhou ao seu redor mas não viu nada que correspondesse aos pozinhos que cobriam as árvores. Quando estava quase para ir embora, Molly voou do seu ombro até um pequeno arbusto uns passos à frente, parecia que Molly estava a querer dizer alguma coisa e Amaya aproximou-se para ver o que tinha despertado a curiosidade do seu amiguinho. Reparou que algo cintilava no meio do arbusto, o que lhe deu uma sensação de grande entusiasmo, estendeu a mão e sentiu algo frio e escorregadio até que, para seu grande espanto, viu que era nada mais, nada menos que o cristal mais lindo e mais brilhante que alguma vez tinha visto.Ccomo adorava colecionar ficou muito feliz, pois pensou que este precioso tesouro iria completar a sua coleção da melhor forma.

Resolveu levar para casa embrulhado num lenço de pano que tinha. Amaya estava feliz pela sua nova descoberta, mas o pensamento de como tinha aquela magia misteriosa  acontecido não lhe saía da cabeça.

Chegou a casa e foi para o seu quarto, porque queria tentar descobrir mais sobre este tesouro tão misterioso. Abriu o seu livro sobre cristais e começou a procurar algum que fosse parecido e passado algum tempo Amaya já sabia que o cristal era muito incomum e difícil de encontrar, mas nada sobre o seu nome e poder. Este livro era do seu pai e Amaya tinha-o recebido de prenda de anos quando completou os seus 10 anos. Não sabia muito acerca dele, tinha várias perguntas sem resposta, o que a deixava muito curiosa.

No dia seguinte, estava Amaya a ler o seu livro sobre cristais quando reparou em algo que nunca tinha visto. Na última página do livro estaval escritas algumas palavras em outra língua. Como era muito inteligente, conseguiu descobrir o que significavam e que lhe pareceu  ser o endereço de um lugar. Eis o que dizia: na floresta vira à esquerda na primeira árvore, avança sempre em frente e encontrarás uma gruta. Lá verás algo que te fará feliz. Amaya ficou desconfiada, mas como nunca negou uma boa aventura resolveu ir. Pegou no seu casaco e na companhia de Molly lá foi à descoberta. Quando chegou à floresta seguiu as indicações do livro e viu-se diante de uma linda gruta com flores e plantas que enfeitavam as suas paredes. Parecia quase magia! Entrou sem hesitar e deparou-se com uma grande porta de pedra com uma espécie de fechadura no meio. Ela tentou abrir mas sem resultado precisava da chave para abrir, mas qual? Até que se apercebeu que a forma da fechadura não parecia ser de uma chave normal, parecia que tinha a forma de um… cristal! Então, sem perder mais tempo, Amaya coloca o cristal que tinha encontrado na floresta na fechadura e para seu espanto a porta abre-se completamente. Diante dos seus olhos via apenas a maior coleção de cristais de todas a cores e feitios, até cristais que nem ela sabia que existiam. No meio de todos os cristais estava uma carta que tinha escrito o seu nome, o que deixou Amaya muito admirada e começou a lê-la. Para sua admiração, era do seu pai e dizia o seguinte- Olá minha querida filha! Se estás a ler esta carta, significa que encontraste os meus cristais. Tenho pena de não poder estar aí contigo, mas espero que lutei que lutei muito. Mas foi melhor assim! Sei que adoras colecionar cristais e, por isso, ofereço-te a minha coleção de pedras preciosas. Desde que tinha a tua idade, sempre fui colecionando vários cristais, pois sabia que um dia alguém muito especial cuidaria bem deles. Não são simples cristais! Estes têm algo que sei que mereces, têm poder, magia que só tu podes usar, mas sempre para o bem. Ajuda as pessoa, os animais, protege a natureza e tenta fazer sempre tudo o que estiver ao teu alcance para ajudar, pois assim deixarás o teu pai orgulhoso. E sempre que precisares dos meus conselhos, olha para o céu e encontra a estrela mais brilhante. Ela irá guiar-te sempre pelo melhor caminho, segue sempre o teu coração e sei que farás do mundo um lugar melhor. Um abraço bem apertado do teu querido pai.

Quando Amaya terminou de ler a carta, as lágrimas já lhe escorriam pelos olhos. Ela não queria acreditar! Finalmente tinha percebido como era o seu pai e estava tão feliz, olhou para o céu e no reflexo da água do rio da floresta, conseguiu vislumbrar um rosto que lhe era muito familiar. Era como se o seu pai estivesse a seu lado. Passaram alguns anos e Amaya era agora conhecida como a fada da Natureza e o seu pai orgulhoso sorria desde as estrelas, pois Amaya era especial.

Nunca desistas dos teus sonhos. Acredita que algum dia o que desejavas pode acontecer.

 

Kyara Ramalho, 7ºF

 

Newton gostava de Ler!


 

Os colecionadores 

Há muito tempo, existia uma família chamada Zarolho que adorava colecionar.

A família era gigante, eram 20 irmãos, 10 rapazes e 10 raparigas.

O irmão mais novo, José António, mais conhecido por Zé Tóno, quando era muito pequeno dizia que colecionava água. Bem, o que acabou por acontecer! De tanto ir para a piscina e não trocar de roupa antes de ir para o quarto, começou a formar-se lá uma piscina que tem água até ao teto.

A mãe colecionava candeeiros, mas não eram candeeiros quaisquer, eram candeeiros com as formas mais estranhas que se possa imaginar . O último que ela comprou era em forma de lobo e a luz sai pela boca.

O pai colecionava tijolos. Mas não era por ser pedreiro, pois ele era polícia. Mas tinha imensos tijolos, que chegavam para construir uma casa com sete andares, quarenta cómodos e ainda sobravam alguns tijolos. Ele não deixava ninguém tocar nos seus preciosos tijolos.

Mas a família, não colecionava só coisas estranhas, dois dos irmãos e uma irmã colecionavam moedas, que trocavam entre si. Iam a todas as feiras  que conheciam onde se vendiam moedas raras.

Alguns dos restantes irmãos, colecionam brinquedos antigos e outros não colecionavam nada, por acharem que era uma perda de tempo e desperdício de espaço.

E tu colecionas alguma coisa? Ou achas que é uma perda de tempo e desperdício de espaço?

João Ribeiro, 7ºE

 

Newton gostava de Ler!

 


No âmbito da atividade “Newton gostava de ler!- Criação de dunas”, dinamizada nas aulas de Ciências Naturais, os alunos das turmas D, E, F, H e I do 7.º ano foram convidados a elaborar uma história inspirada na obra “Diógenes”, tendo nascido pequenos contos  com muita criatividade.

O tema comum foi “Coleções”, à semelhança do que foi abordado em “Diógenes”. A partir deste tema, a imaginação podia voar sem limites.


A coleção do Gonçalo

 

Era uma vez um rapaz chamado Gonçalo. Ele fazia parte de uma família de colecionadores.

Toda a sua família colecionava alguma coisa: a sua mãe colecionava brincos de todos os feitios, provenientes de todos os países e de todos os materiais já descobertos.

O pai também era um grande colecionador, colecionava  canas de pesca. Tinha canas de bronze, madeira, bambu, plástico, ferro, aço, canas de todos os materiais .

A sua irmã mais velha, colecionava minerais e pedras e tinha uma grande coleção. Até ouro, prata e diamante ela tinha, mas num cofre que ficava no seu quarto. Ela todos os fins-de-semanas trazia da praia pelo menos uma pedra.

Todas as semanas o quiosque da cidade anunciava que ia vender uma pequena amostra de mineral. E, claro, ela  logo ia comprar.

A família guardava os objetos de maior dimensão das suas coleções na grande garagem que tinham. Parecia um museu!

Gonçalo era novo e ainda não tinha nenhuma coleção. Um dia ele perguntou ao pai:-  Pai, o que é uma coleção?, ao que o pai respondeu:- É algo de que gostas muito e que queres ter em grande quantidade e de todos os tipos; algo que sempre que observares te vais orgulhar,  por ser tão raro e tão único.

Gonçalo ficou o dia todo a pensar do que gostava muito.

Ele adorava de ler, mas ele só gostava daqueles livros que tinham imagens.

Sempre que lia e olhava para as imagens sentia que estava dentro da história.

Inicialmente o Gonçalo considerou fazer uma coleção de livros, mas ele pensou:

- Se eu fizer uma coleção de livros, ninguém vai querer ver, porque uma biblioteca tem livros muito raros e muito antigos.

Ele adorava ver filmes e desenhos animados de super heróis. O Gonçalo sabia que não dava para colecionar todos os filmes e desenhos animados de super heróis,

então decidiu perguntar à irmã como poderia iniciar uma coleção. A irmã respondeu:

- Gonçalo, do que é que tu gostas muito?

- Eu gosto de ler e de super heróis - respondeu o Gonçalo.

- Então Gonçalo, o que achas da ideia de fazeres coleção de livros de banda desenhada de super heróis? - perguntou a irmã.

- O que é isso? É alguma espécie de “guarda filmes” e “guarda livros”? - perguntou o Gonçalo curioso.

- Não, Gonçalo, é um livro com imagens que podem ter super heróis ou outros personagens - respondeu a irmã sorrindo.

- Até acho que o quiosque vende banda desenhada de super heróis - disse a irmã.

Então, a família foi com o Gonçalo ao quiosque para comprar um livro de banda desenhada.

Quando lá chegaram o Gonçalo ficou admirado com a quantidade e variedade de livros de banda desenhada que o quiosque tinha. Compraram só uma, para o Gonçalo ver se gostava.

Quando ele chegou a casa, foi logo para o quarto ansioso por ler a banda desenhada que tinha acabado de comprar. Em menos de uma hora o Gonçalo já tinha lido todo o livro. E adorou!  No dia seguinte a família decidiu comprar  mais 5 livros de banda desenhada para aumentar a coleção.

Atualmente, passados muitos anos, o Gonçalo tem um grande museu só com livros de banda desenhada de super heróis.

No seu museu tem um quadro onde está escrito: “Tu também podes ter uma coleção, basta descobrires do que gostas e que te faz feliz“.

Gabriel Sousa, 7ºE

terça-feira, 21 de maio de 2024

Newton gostava de ler



Matilde, a colecionadora

 

Matilde era uma menina de doze anos. Era alta, tinha pele morena e cabelo castanho! Ela era conhecida por toda a escola. Quando falavam em Matilde, a colecionadora, toda a gente sabia de quem se tratava, não pela sua aparência, mas sim pelo passa-tempo. Ela colecionava coisas, todo o tipo de coisas, desde as mais pequenas e insignificantes, como as aparas dos lápis, até às maiores e mais valiosas, como pedras preciosas. Matilde acreditava que tudo poderia  ter uma “segunda vida”.

A sua casa era uma confusão, pois ela não era a única colecionadora. Matilde herdara esse gosto da sua família!

Certo dia, enquanto almoçava na cantina da escola, uma amiga perguntou-lhe qual era de todas a sua coleção favorita. Matilde começou a pensar, a pensar… e chegou à conclusão de que não sabia qual era de todas a sua favorita!

Mais tarde, quando ia a caminho de casa, voltou a relembrar a pergunta e, novamente, começou a rever as hipóteses e a pensar:

 - Será a minha coleção de garrafas ou será a minha coleção de peluches? Mas também poderá ser a de livros antigos.

Com tanta indecisão, acabou por suspirar. Então a mãe, dando conta do ar pensativo da Matilde, perguntou:

- Está tudo bem filha? Noto-te muito pensativa.

- Não, mãe. Hoje, na escola, uma amiga perguntou-me qual era a minha coleção favorita e eu não soube responder. Há tantas opções! Como haverei eu de escolher apenas uma? Tu tens alguma favorita? - perguntou curiosa à mãe.

- Sim… bem…há muito tempo atrás, eu colecionava búzios. Eu e a tua avó íamos à praia e eu apanhava todos os que conseguia! - relembrava saudosamente a mãe.

- Mas, como é que sabes que essa é a tua coleção favorita?

- Sabendo! Foi a minha primeira coleção e, como compartilhei esta memória com a minha mãe, sinto que esta é a minha favorita!

Com estas palavras Matilde voltou a pensar e não falou mais no assunto, ficando retida nos seus pensamentos.

No dia seguinte, Matilde acordou com uma estranha sensação. Ainda não sabia qual era a sua coleção favorita. Ao pequeno almoço, enquanto todos comiam, a menina voltou a perguntar:

- Pai, qual é a tua coleção favorita?

- Essa é fácil. A minha coleção de borboletas! - respondeu o pai de imediato.

- Mas, não é possível colecionar borboletas, pai! - exclamou o irmão mais novo de Matilde, o Luís.

- É sim, Luís. Eu apanhava-as e secava-as, depois guardava-as numa mica e adicionava ao meu álbum. Acho que ainda o tenho aqui.

- E tu Luís, qual é a tua coleção favorita? - voltou a interrogar a menina

- Ah! Sem dúvida a minha coleção de carros! Eles andam tão rápido que chegam até a assustar-me!

- Chega deste assunto! - disse a mãe - Vai para a escola, Matilde, senão vais -te atrasar.

A Matilde respondeu:

- Vou a pé. Preciso espairecer as ideias.

 E de seguida, levantou-se e saiu.

Enquanto caminhava ia pensando e analisando as suas coleções.

- Pode ser que seja a minha coleção de enfeites de Natal, ou será que é a de árvores? – perguntou-se a si mesma - Desisto, não sei qual é a minha coleção favorita e acho que nunca hei-de saber!

 De repente, apercebeu-se de que já havia encontrado a sua favorita! Voltou a correr para casa e entrou aos berros:

- Pai, mãe, Luís já sei qual é a minha coleção favorita! - disse ainda ofegante com a corrida que dera.

- Então qual é? - perguntaram todos em uníssono.

- Nenhuma! - exclamou deixando todos espantados - Gosto de todas, não tenho nenhuma favorita nem nenhuma de que não goste!

- Ainda bem que descobriste, filha! - disse a mãe - Mas, agora tens de ir rápido para a escola pois já estás atrasada!

E esta é a história da menina sem coleção favorita. Continua a não ter, mas descobriu que não era necessário escolher uma para ser feliz!

 

Inês Sousa

7ºF


Newton gostava de ler

 

O LÁPIS DE ALEX           

 

Esta história fala sobre um rapaz chamado Alex que vive com a sua mãe e o seu pai.  O Alex colecionava todo o tipo de lápis: lápis de marcas caras, lápis de marcas baratas, lápis que encontrava no chão da escola, lápis que lhe davam e muitos mais.

Certo dia, próximo das férias de verão, decide que não vai fazer mais nada a não ser procurar lápis para aumentar a sua coleção. Os dias foram passando até que as férias de verão finalmente começaram. Ele não sabia onde ia, até que ouve uma conversa entre a mãe e o pai a dizer que iriam passar as férias de verão numa cidade chamada Alcoutim, no sul de Portugal, que era muito sossegada e com poucas coisas para fazer. Então, o Alex percebe que não seria como nos outros anos, com visitas a museu e a grandes lojas e fica ainda mais aborrecido sabendo que ia partir no dia seguinte.

No dia da partida, enquanto faz a mala, coloca toda a sua coleção de lápis e ainda algum dinheiro do seu mealheiro, que poupara para comprar lápis nas suas viagens. No carro, a mãe vê que Alex está um pouco triste e pergunta a razão, mas ele não quis responder. Quando finalmente chegam à pequena cidade, vão para a casa que alugaram. Quando entrou no seu quarto vê um monte de pó, teias de aranha e caixas supostamente vazias, uma cama e um armário.

Enquanto ele espreitava para dentro das caixas cobertas de pó, viu numa delas algo: era um lápis, que parecia ser comum. Então, ele pegou no lápis e juntou-o à sua coleção, começando a ficar um pouco mais animado.

Após limpar o seu quarto vai jantar e, quando termina, decide que é altura de ir para a cama, pois sentia-se exausto.

No dia seguinte, decidiu visitar o museu da cidade que tinha um guia já com uma certa idade. Numa das zonas do museu falava sobre os três primeiros lápis da história, o que deixou Alex muito interessado. O guia mostrou os desenhos dos primeiros lápis, explicando que um  deles estava desaparecido. Já tinham feito muitas buscas, mas nunca o chegaram a encontrar. Para a cidade os lápis significavam muito, era a história de como tinham conseguido sobreviver ao criar um negócio que sustentou muitas das famílias que lá viviam há muitos, muitos anos. O guia confessou que o seu maior desejo era encontrar o lápis e devolver ao museu e à cidade.

Alex saiu do museu intrigado e pensativo, pois aquele lápis era-lhe familiar. Enquanto os seus pais foram tomar um café junto ao rio Guadiana, decidiu ir até casa e dar uma vista de olhos na sua coleção. Ele não queria acreditar no que os seus olhos estavam a ver. Afinal estava certo, os lápis do museu eram-lhe familiares, porque o que tinha encontrado naquela caixa coberta de pó e teias de aranha era, nem mais nem menos, o lápis desaparecido do museu. Entusiasmado com a sua descoberta, corre em direção ao museu e com um grande sorriso na cara entrega-o orgulhosamente ao guia, completando assim a coleção com o lápis desaparecido.

No final das férias concluiu que, afinal, passar férias em locais diferentes e sossegados pode ser divertido e com muitas aventuras.

 

 

Francisco Silva Nº9  7ºE

Newton Gostava de Ler!


 A colecionadora de bonsais.

 

Eu sempre gostei muito de colecionar Bonsais. Sempre foi um grande desafio mantê-los vivos, porque os bonsais são árvores vindas do Japão, que se não tratadas com o máximo de cuidado infelizmente morrem.

Olá! O meu nome é Kira. Desde criança que gosto muito de bonsais, sempre muito bonitos, arranjadinhos e com as folhas mais verdes e reluzentes. Eu sempre me perguntava como uma árvore podia ficar em uma espécie de pratinho e não crescer quase nada.

Quando tinha apenas 9 anos, a minha avó deu-me de presente de aniversário um lindo bonsai e, desde então, comecei a pesquisar e estudar sobre eles. Apercebi-me que a criação de bonsais é uma arte magnífica e eles têm estilos próprios. Infelizmente o meu primeiro bonsai não durou muito, mas a minha mãe apoiou-me e disse-me que para a próxima o meu bonsai ia ser o mais belo e duraria muitos e muitos anos. No ano seguinte, depois de muito insistir, a minha avó deu- me um novo bonsai. E desta vez sim, consegui fazer ele durar anos e anos. A partir daí, em todos os meus aniversários pedia bonsais à minha avó e cada bonsai meu assume sua própria forma e estilo.

Este ano já vou fazer 17 anos e continuo a colecionar bonsais. Agora, nos meus aniversários, a minha avó nem me pergunta o que vou querer. Ela já sabe que vou querer um lindo e majestoso bonsai.                                                                   

 Claudia Hernandez

7ºD

quarta-feira, 15 de maio de 2024

DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS: 18 DE MAIO

DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS: 18 DE MAIO


A Associação de Pais e Encarregados da Educação da Escola Básica Fernando Pessoa ofereceu à Biblioteca Escolar um conjunto de 32 voucher para visitar museus de Santa Maria da Feira.

São 16 vouchers para o Museu do Papel (Paços de Brandão) e 16 para o Museu Convento dos Lóios (Santa Maria da Feira).

Estes bilhetes serão entregues APENAS a Encarregados de Educação que se apresentem na Biblioteca Escolar. A Cada Encarregado de Educação serão entregues 2 vouchers para visitar, com o seu educando, um dos Museus.

Esta iniciativa é válida até 6ª feira (17 de maio) pelas 12h30min. A partir desta hora, os vouchers deixarão de estar disponíveis.

Esta iniciativa é válida até ao fim dos vouchers.

!!!!! vouchers esgotados !!!!!

segunda-feira, 13 de maio de 2024

Equipas de Leitura/ Dramatização:

 A VERDADEIRA HISTÓRIA DA BATALHA DE SÃO MAMEDE

O Vídeo!


Equipas de Leitura/ Dramatização

 A VERDADEIRA HISTÓRIA DA BATALHA DE SÃO MAMEDE

Na passada sexta-feira, dia 22 de março, a minha turma foi presenteada por um teatro. Esse foi feito pelas turmas 6.º A e 6.º C e tinha como personagens principais D. Afonso Henriques e D. Teresa.

No «palco», os dois se debatem, pois D. Teresa insistia com D. Afonso para ele comer a sopa e este, teimoso como era, recusava.

Nesta guerra de espadas, entram várias personagens, sendo para mim as mais engraçadas o bobo e D. Afonso Henriques. No final, sai vitorioso D. Afonso Henriques.

Achei bastante interessante a última frase mencionada pela professora Maria do Carmo: «Ainda há mais no forno».

Gostei muito do teatro e diverti-me muito!                                                                                                  

 Rodrigo Braz | 5.º A

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No dia 22 de março de 2024 fomos assistir a uma peça de teatro sobre a História da Batalha de S. Mamede.

Gostei muito desta representação, porque os atores eram pouco mais velhos do que nós.

            O que eu gostei mais desta História foram as várias intervenções despropositadas do bobo e, quem estava a falar, dizia: “Cala-te bobo!”.

            Também gostei quando D. Afonso Henriques desobedeceu às ordens da sua mãe, não comendo a sopa, e das acrobacias do bobo.

 

            Trabalho realizado por Madalena Neto, 5.º A