segunda-feira, 10 de março de 2008

O livro saiu à rua
Clube: “Poetas Vivos”
Coordenadora do Clube: Profª Alzira Bastos


No dia 5 de Março, pelas 15h30m o grupo dos “Poetas Vivos”, (animação da biblioteca escolar) deslocaram-se à E.B.1 de Badoucos, em Souto para apresentarem uma sessão de leitura dramatizada aos alunos do 1º ciclo.
Os discentes gostaram muito da apresentação feita pelas alunas: Cátia Andrade; Gisela Andrade; Joana Gomes; Márcia Soares; Patrícia Afonso e Solange Oliveira do 7ºB desta escola.
O livro “O que eu quero ser…” de José Jorge Letria, foi lido e interpretado para uma audiência muito atenta, interessada e encantada pois as leitoras/declamadoras estavam muito bem caracterizadas e desempenharam extraordinariamente o papel a que se propuseram.
Foi uma tarde divertida para todos os intervenientes e que ao mesmo tempo promoveu a leitura junto dos mais novos.
A coordenadora do clube agradece-lhes todo o empenho e colaboração demonstrados.

(a reportagem fotográfica segue dentro de momentos; para já, este blogue estreia-se com a publicação de vídeos)

Os números do blogue da Biblioteca Escolar
(10.03.2008)


Continuando a internacionalização deste blogue (olá Recife!), registamos a sua leitura em França (Marseille, Provence-Alpes-Cote d'Azur) e nos Estados Unidos da América (Cary, North Carolina).


As leituras nas Escolas do Agrupamento

Jardim de Infância do Montinho
Educadora: Fernanda
Livro de Jennifer Moore Malhinos: «AS CORES DO ARCO-ÍRIS»


REALIZAMOS TRABALHOS EM GRUPO
Pintamos o arco-íris e desenhamos as pessoas... Numa nuvem, escrevemos a mensagem:

Demos continuidade a este trabalho com a elaboração de máscaras das várias cores e demos vozes às máscaras; Fizemos jogos de Expressão/Comunicação; (expressamos sentimentos, emoções, partilhamos ideias, inventamos, comunicamos…)


«-Olá, eu sou o vermelho, a cor do fogo, mas não gosto de queimar a floresta…»;
«-Sou a cor do coração e gosto muito de amor…»;
«-Vou chamar o meu amigo amarelo…»;
«-Olá, eu sou o amarelo, a cor do sol que dá calor…»;
«-Eu sou o azul, que pinta o mar e a chuva do céu …»;
«-Eu sou o verde, a cor da erva e das folhas das árvores da floresta…»

«UM LIVRO É UMA PONTE PARA A CRIATIVIDADE, pode originar novos acontecimentos, pode fazer fluir o potencial que cada um manifesta possuir.»
As leituras pelo Agrupamento

Escola: Jardim de Infância de Macieira
Educadora: Maria de Fátima Pinho da Silva
Obra: “A Pequena Fada das Estrelas “


“A pequena fada das estrelas”
A Ana Rita no Cantinho da Biblioteca ...
a ler as imagens muito concentrada.

Bruna Rafaela

“ Se eu fosse a fada das estrelas, limpava o pó das estrelas para elas brilharem porque eu gosto de ver as estrelas no céu e se elas estiverem doentes chamo o enfermeiro das estrelas e ele vem no barco voador...” Mariana

quarta-feira, 5 de março de 2008

Novo logotipo da Biblioteca Escolar (da autoria da Professora Júlia Silva)

Dá a tua opinião!
AS LEITURAS NAS ESCOLAS DO AGRUPAMENTO

Escola: EB 1 nº2 de Santa Maria da Feira
Professora: Adélia Oliveira
Turma: 4ºC (Angelo, Carolina, Eugénia, Flávia, Francisco, Gonçalo, Gonçalo, Inês, Inês, Ivo; João; Luis; Miguel; Maria; Mariana; Bruno; Patrícia; Pedro; Samara e Sofia)

A MAGIA DA PRIMAVERA
Andorinha
Era uma andorinha branca
que me batia à janela
e contente anunciava
que chegara a primavera,
ou era eu que sonhava?
poema de Eugénio de Andrade





As leituras pelo Agrupamento:

JARDIM DE INFÂNCIA DO MONTINHO Educadora: Fernanda

Foi com base na história: «A PEQUENA FADA DAS ESTRELAS» que ilustramos o nosso painel de Natal…

Enchemos o céu de estrelas com os nossos desejos de um mundo feliz…


«Que brilhe uma estrela
Em cada coração,
Porque hoje é NATAL.
E que este dia,
Só seja o sinal,
Que pode ser sempre
E sempre NATAL»

«Uma história simples, pode revestir-se de um sentido profundo».

O livro envolveu todo o grupo na recriação da história e na elaboração do painel colectivo onde também as famílias foram convidadas a participar com o envio de mensagens de Natal, escritas nas estrelas, partilhando assim connosco, a esperança de um mundo feliz.


Este livro foi requisitado na biblioteca do Agrupamento «Fernando Pessoa» e faz parte do Projecto: Incentivo à Leitura/Plano Nacional de leitura/«Ler +».




As leituras pelo Agrupamento

Escola: Jardim de Infância de Macieira

Educadora: Maria de Fátima Pinho da Silva

Alunos: Mariana, Bruna Rafaela, Gabriel Xavier, João, Filipe, Ana, Simão, Tiago, Leonilde, Beatriz, Anthony, Liliana, Gabriel Alexandre, Bruna Sá e Diogo.

Obra: O Livro da Paz; Todd Parr; Gailivro; 2007

Actividade: Durante o mês de Dezembro tivemos por principal objectivo perceber e transmitir o que é ou pode ser a Paz. Para melhor o conseguirmos debruçamos a nossa atenção sobre “ O Livro da Paz,” explorando, interiorizando e partilhando a ampla e enriquecedora mensagem que ele nos transmite de forma simples, mas profunda, se for bem analisada e vivida Depois das crianças explorarem as imagens e a educadora ler em voz alta o texto partimos para a fase de ensaios que nos levaram à partilha do conteúdo do livro, com toda a comunidade escolar, durante a Festa de Natal.


Com suporte em imagens de “O Livro da Paz,” as crianças passaram a sua mensagem transmitindo-a através da linguagem oral… a todos os colegas da Eb1 e familiares e amigos presentes.

…a todos os colegas da Eb1 e familiares e amigos presentes …


Durante o trabalho desenvolvido com base no livro referido, surgiram algumas ideias interessantes, que foram registadas, das quais se anota aqui alguns exemplos:
- Estar feliz é fazer bolinhas de sabão. (Bruna Sá)
- Estar feliz é apanhar flores. ( Bruna Rafaela)
- Estar feliz é ver as plantas a crescer e apanhar sol. (João)
- Estar feliz é ver a Natureza e olhar para as borboletas a voarem no céu. ( Mariana)
- Estar feliz é andar de baloiço, beber um galão e brincar com a Beatriz. ( Leonilde)
- Estar feliz é ir ao parque e passear.( Tiago)
- Estar feliz é estar em casa da avó a comer mista.( Gabriel Alexandre)
- Estar feliz é ir para o parque brincar, andar de escorrega e andar no baloiço.( Diogo)
- Estar feliz é estar sossegado a ver televisão. ( Gabriel Xavier)
- Estar feliz é estar com a minha mãe e o meu pai que está na Suiça. ( Anthony)
- Estar feliz é ir à festa e dormir muito bem na cama da minha mãe. (Filipe)
- Estar feliz é nadar na piscina e apanhar sapos de brincar e argolas às cores.( Ana)
- Estar feliz é dar erva à vaquinha preta e brincar com as cabrinhas. ( Liliana)
- Estar feliz é apanhar sol. Brincar na praia, ver as plantas a crescer e apanha-las para
dar um monte à minha mãe. (Beatriz).

terça-feira, 4 de março de 2008






As leituras no Agrupamento:

Obra:
“ O Segredo do Rio”; Miguel de Sousa Tavares; Oficina do Livro.


“O Segredo do Rio”

“… Um rio que corre limpo é um milagre da natureza que não pode ser estragado...”


Interpretação da história: Palavras ditas… pelas crianças

- Porque é que as estrelas não caem do céu?
- Porque elas estão no céu a bater as asas porque estão zangadas com a lua. Porque elas nascem no céu a lua má vem lá, ela é má porque tira a comida toda das estrelas, mas ela não pode comer isso porque ela come os bolicaos todos das estrelas. Eu vou meter a lua na terra, vou fazer um buraco e meto lá a lua e ela não faz mal ás estrelas para elas voarem.
- As pessoas são muito amigas do rio e gostam do rio porque a água dá para pescar, para tomar banho e para beber. Não devemos pôr lixo na água.
- A água da Ribeira da Lage também está muito transparente como a água do rio da história do “Segredo do Rio.”
- Se a água dos rios estiver suja nós ficamos doentes e depois morremos.
- Se bebermos a água com micróbios temos que cortar a barriga para os tirar.
- O rapaz via peixes e pedras debaixo da água porque nadava com os olhos abertos e a água era transparente.
- O rio da minha rua que é na rua da Póvoa, pode ficar poluído e os barcos não conseguem flutuar mais e afundam.
- Se todos formos amigos do ambiente os rios e as montanhas são nossos amigos e os animais até ficam contentes e falam com as crianças.


“… o peixe afastou-se devagarinho pelo rio fora……O rapaz nunca mais
fora passear para a margem do rio. De repente o rio tinha perdido o seu
segredo tinha perdido a sua magia.”



“O Segredo do Rio”: As crianças… recontam a história

Era uma vez um menino que ia brincar sempre para a sua ribeira e construir cabanas com os seus amigos debaixo das árvores antigas, que dão muita sombra. Ele morava numa casinha branca muito pequenina que tinha muitas árvores de frutos à sua volta.
No verão o menino nadava no rio até à cascata e quando tinha frio deitava-se numa ilha a aquecer a barriga. Naquele rio moravam três peixes e tinha lá uma cascata e no fundo havia pedras e grutas onde os peixes dormiam. Todos podem lá nadar porque o rio está limpo porque as pessoas que ali moram têm muito cuidado porque sabem que a água é muito importante para beber. Um dia no Verão o menino adormeceu junto ao rio e viu no céu uma estrela cadente e pediu três desejos. Abriu os olhos e viu um javali que tinha dois filhotes e foi beber água ao ribeiro e o menino ficou muito caladinho.
Num dia da Primavera apareceu no lago um peixe que respirou e cuspiu água para a cara do menino e falou com ele. Perguntou ao menino se ele vivia porque o peixinho gostou daquele lago limpo e queria fazer uma casinha para viver lá dentro.
No Outono o menino ficou triste porque não havia comida, porque chovia pouco e não havia água. O pai queria pescar a carpa que morava no lago e era amiga do menino, mas o menino contou-lhe e o peixe fugiu e ficaram muito tristes na despedida e o menino deitou-se na areia e chorou muito tempo.
Um dia o peixe voltou e trouxe comida que encontrou num barco que estava naufragado. Foram as raposas e os peixes pequeninos que ajudaram a carpa a puxar do fundo do rio os alimentos para o menino e os pais comerem e assim eles já não precisavam de o pescar para comer.
O pai ficou contente e colocou uma placa a dizer que era proibido pescar e disse que os animais são nossos amigos.
Aquele rio tinha um segredo que é um peixe que fala e o menino não quer contar esse segredo a ninguém. Era um segredo do menino e do peixe.



“…Nas noites de Verão… vinha muitas vezes sentar-se ali, para se refrescar com a
brisa fresca que vinha do rio…ou então deitava-se de costas na areia e ficava a olhar as estrelas do céu, que brilhavam como se estivessem todas em festa.”



” …De repente ouviu-se um grande barulho na água…” era”…um enorme peixe que
dava um salto imenso fora de água, todo torcido como uma bailarina…”


“…conversávamos tanto, tanto que acabei a falar a língua das pessoas.” … Aquele peixe enorme e falador era uma coisa muito estranha ali no ribeiro. Se ele ficasse nunca mais poderia nadar à vontade…mas também tinha pena do peixe…”
“…- Então peixe vamos fazer um acordo. Tu ficas a morar aqui, …ninguém pode saber que tu falas a língua das pessoas…se souberem que eu falo com um peixe, vão achar que sou maluco…”


Outras situações vividas e relacionadas …com o Rio

Partimos à descoberta de um Rio na proximidade do Jardim de Infância



Desenhamos e dialogamos sobre as nossas descobertas…

Diogo –Vi outro rio ali a beira do mato e tinha água.
Liliana – Fui ao rio e vi também a água. Vimos a fábrica dos papéis e ervinha e brincamos a dar erva a ti e tu eras uma chibinha e nós até fugimos e o Rafael não lanchava e o Simão andava ás corridas e depois voltamos para a escola.
Mariana – Quando fomos ao rio ele tinha muita água e estava lá na rua da Póvoa a fábrica do papel. A água do rio vai andar, andar até chegar ao mar.
Rita – Gostei que tu fizeste um barquinho de papel pequenino e ele foi a andar no rio e passou debaixo da ponte e agora vamos todos fazer barquinhos e vamos leva-los e escrevemos os nossos nomes e eles vão todos viajar para o mar.
Filipe – Saímos da escola para ver o rio. Eu passei lá no rio muitas vezes e perguntei o nome do rio que corre abeira da fábrica dos papéis e eu vi muitas vezes o rio e visitei com o meu avô e ele disse que o rio era muito bonito. Foi de motorizada e o meu avô sabe o nome do rio mas eu não me lembrei porque ele falou muito baixo. Mas eu vou perguntar.

Voltamos … à “ Ribeira da Lage”



No início do nosso trajecto observamos belas ameixoeiras em flor …maravilhoso!



Andamos pelos carreirinhos antigos



Visitamos o nosso amigo que escutou atentamente a canção: “ Era uma vez um cavalo”



…E observou a sua passagem do outro lado da ponte…e ficou a pensar



…que talvez naveguem devagarinho até à sua foz – na Ria de Aveiro…


Este rio também tem um segredo e esse segredo é só nosso


Jardim de Infância de Macieira

Educadora:
Maria de Fátima Pinho da Silva

Alunos:
Mariana
Rafaela
Xavier
João
Filipe,
Ana Rita,
Simão
Tiago,
Leonilde
Beatriz
Anthony
Liliana
Gabriel
Bruna
Diogo

segunda-feira, 3 de março de 2008

Trabalhos realizados por alunos dos 5ºA e B, com base no livro "Três histórias do futuro", de Luísa Ducla Soares, lido pela Professora Maria do Carmo Tavares na HORA DO CONTO

(Para ver as imagens em tamanho grande, "clicar" em cada uma)











quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA
Fase Distrital


A fase distrital deste concurso será organizada pela Biblioteca Municipal de Aveiro. A prova decorrerá no dia 4 de Abril de 2008 (hora e local por definir). As obras a ler para a 2ª fase da prova são:

- Dentes de Rato de Augustina Bessa Luis;
- Águas de Verão de Alice Vieira.
Conto de Natal, vencedor da primeiro prémio no Concurso promovido pelo Clube de Leitura.


O Natal arruinado

A história que vos vou contar é sobre dois rapazes que destruíram o Natal e toda a felicidade desse dia. Nelson era o nome de um deles, o outro chamava-se Ricardo Coelho, mais conhecido por Coelho. Eram dois rapazes de 14 anos, normais, até chegar o tempo de Natal.
Era o dia 15 de Dezembro, o primeiro dia de férias de Natal, quando o Nelson ouve o telefone a tocar, era o Coelho a telefonar.
- Nelson, anda ter ao centro da cidade! Está aqui o Pai Natal!
- A sério? Já estou a ir!
Ao chegar ao local indicado, encontra o Coelho e ficam a conversar.
- Então, esse é que é o teu Pai Natal? É apenas um balão!
- Um balão? Pensava que era o Pai Natal! Mas afinal era apenas o seu desenho num… balão!
- É um balão a fazer propaganda da bebida Kriks! Já agora… podemos ir experimentar isso!
Os dois correram até um mercado próximo do local e compraram duas garrafas de Kriks.
Nelson bebe metade e cospe o que bebeu.
- Isso é uma porcaria!
- Concordo! Também não gostei dessa bebida!
- Aposto que ninguém aqui desta cidade vai querer saber dessa bebida!
Mas Nelson estava errado, mal ele sabia que Kriks se tornaria a bebida mais consumida da cidade.
No dia seguinte, Nelson e Coelho notaram que quase todas as pessoas na rua estavam a beber ou a preparar-se para beber Kriks, facto que os deixou bastante surpresos.
- Não achas que há algo de estranho a acontecer na nossa cidade? Essa bebida horrível ficou muito popular! – disse o Coelho ao Nelson.
- Acho que sei o que se está a passar! A empresa que criou essa bebida colocou algum tipo de medicamento na bebida para as pessoas ficarem dependentes, e usam-na para controlar as nossas mentes, para gastarmos todo o dinheiro que temos em alguma loja da mesma empresa! – afirmou Nelson.
- Bom, é só nós não a consumirmos que não há mal nenhum. – disse Coelho
- É, tens razão, agora, vamos apenas pensar no que vamos receber no Natal! Eu vou pedir um computador novo, e tu?
- Eu estou a pensar em pedir um telemóvel novo.
Passado alguns dias, já era véspera de Natal, quando Nelson e Coelho receberam uma terrível notícia.
- Coelho! É horrível! Já não vou receber uma prenda de Natal! Apenas vou receber uns acessórios de Kriks!
- Comigo aconteceu a mesma coisa!
- Já não vou ter o meu computador novo! – grita Nelson.
- Já não vou ter o meu telemóvel novo! – grita Coelho.
Nelson e Coelho andaram pela cidade e só pararam em frente ao balão do Pai Natal.
- Tudo isso aconteceu por culpa dessa bebida! – disse Nelson. Apanhou uma pedra do chão e atirou contra o balão.
Ao aperceberem-se de que não tinha surtido qualquer efeito no balão, Nelson e Coelho começaram a apanhar pedras e atirar contra o balão até explodir.
- Isso é para aprenderem! – disse Nelson.
E foi aí que Nelson e o Coelho acabaram por destruir o Natal. O balão bateu contra um poste de electricidade, que bateu contra outro, fazendo com que todos explodissem. Casas foram destruídas, ruas impedidas, a cidade toda ficou sem electricidade, enfim, toda a cidade ficou destruída.
- Nelson, porque é que aquelas pessoas estão a olhar para nós com um ar pouco amigável?
- Não sei, mas acho melhor fugirmos!
Nelson e Coelho fugiam até despistarem as pessoas.
- Parece que arruinamos o Natal… Mas tudo isso foi culpa da Kriks! Não é justo! – Diz Nelson.
- Vamos salvar o Natal e destruir a Kriks! E só há uma pessoa no mundo capaz de nos ajudar com um problema desses! E aposto que sabes quem é! – Diz Coelho
- O Pai Natal! – Responde Nelson!
- Claro! Agora, como fazemos para encontrá-lo? Ele mora no Pólo Norte!
- Vamos de trenó!
- E aonde vamos arranjar um com renas e tudo?
- Coelho, Coelho, parece que nunca aprendes… É só encomendar um no eBay!
- Mas não temos electricidade e nem tempo para ir ao computador!
- Mas eu conheço um tipo e tenho aqui o meu telemóvel.
Uma hora depois, Nelson e Coelho entram no trenó no lugar indicado.
Após algum tempo a voar, chegam ao Pólo Norte.
- Estamos perto da casa do Pai Natal! – Diz Nelson.
- Como é que sabes isso? – Diz Coelho.
- Está assinalado aqui no mapa!
- E onde arranjastes esse mapa?
- Veio nos meus cereais do pequeno-almoço!
Ao longe já se podia ver uma enorme mansão no meio da neve.
- Deve ser ali a casa do Pai Natal! – Aponta Coelho.
- Vamos aterrar! – Diz Nelson.
Os dois saem do trenó e vão até à entrada da mansão do Pai Natal.
Chegando lá, batem à porta, mas ninguém respondeu. Então, Nelson e Coelho decidem entrar pela janela.
Dentro da mansão do Pai Natal, encontram apenas uma sala vazia, duas portas, e na porta da direita estava uma placa escrito “Top Secret”.
- Acho que já sabes em qual devemos entrar. – Diz Nelson.
Passados dois segundos, sai um homenzinho baixo e verde pela porta onde estava escrito “Top Secret”.
- Bem me parecia que alguém tinha batido à porta! – Exclama o homenzinho. – Eu sou um Duende do Pai Natal, podem chamar-me de Edneud!
- Edneud não é Duende ao contrário? – Sussurra Nelson a Coelho.
- Eu ouvi o que disseste! – Grita Edneud – Agora vou levar-vos até o Pai Natal.
Os dois seguem Edneud pela outra porta.
Nelson e Coelho observam que a sala parecia o interior de uma fábrica, uma fábrica de brinquedos feitos por magia.
- Ali está o Pai Natal – Diz Edneud, enquanto aponta para um homem vestido de vermelho.
- Este não é o Pai Natal! – Grita Coelho – O Pai Natal é bem mais velho, mais gordo. E tem uma cara simpática! Esse é magro, aparenta ter no máximo 38 anos e tem uma cara que mais parece a de um macaco!
- Claro que é o Pai Natal – Diz Edneud – E não vais sair daqui enquanto não admitires isso!
- Eu exijo o verdadeiro Pai Natal! – Grita Coelho enquanto corre de volta para a porta que entrou.
Nelson apenas segue Coelho, que por sua vez, é seguido por Edneud.
- Aposto que o verdadeiro Pai Natal está atrás dessa porta! – Diz Coelho a apontar para a porta da direita.
Os dois entram pela porta e trancam-na por dentro.
Atrás da porta apenas estava uma sala vazia, com um velho a dormir numa cadeira no centro.
Nelson acorda o velho e os dois reparam que era o verdadeiro Pai Natal.
- Pai Natal! O que faz aqui enquanto um falso Pai Natal está no seu lugar? – Pergunta Coelho.
- Ele não é o falso Pai Natal, afinal eu que sou um falso… Eu apenas fazia as coisas com grande esforço com a minha magia, mas apenas um reduzido número de crianças recebiam prendas de Natal. Então, chegou esse novo Pai Natal e triplicou o número de crianças felizes com prendas, eu apenas estou aqui para gerar magia suficiente para a fábrica funcionar. O outro Pai Natal é que trata de tudo o resto.
- Mas de onde apareceu esse novo Pai Natal? – Pergunta Nelson.
- Parece que ele trabalha numa empresa chamada Kriks ou algum nome parecido. – Responde o Pai Natal.
- Então foi isso, esse novo Pai Natal está a hipnotizar todos com a magia do verdadeiro Pai Natal! – Diz Nelson.
- Os dois explicam ao Pai Natal a história toda, e que também precisavam de ajuda.
- Então preciso sair daqui e livrar-me desse falso Pai Natal! – Diz o verdadeiro Pai Natal.
Quando saem pela porta, reparam que o falso Pai Natal e Edneud já tinham fugido.
- Depois eu cuido deles, agora vamos salvar o Natal na vossa cidade! – Diz o Pai Natal.
- O nosso trenó foi roubado! – Exclama Coelho.
- Então vamos usar o meu! – Diz o Pai Natal – É mais rápido do que qualquer outro trenó no mundo a voar.
Chegando na cidade, o Pai Natal usa sua magia para pôr tudo como estava antes, e com mais espírito de Natal.
- Mas todas as pessoas ainda nos odeiam! – Diz Coelho.
Em pouco tempo, o lugar encheu-se de gente à volta de Nelson e Coelho.
- Estamos feitos! – Diz Coelho.
- Olha para o céu! Uma estrela cadente! Rápido, pede um desejo! – Diz Nelson
- Desejo que todas as pessoas esqueçam o incidente e que a empresa Kriks vá à falência!
Os dois abrem os olhos e reparam que a estrela cadente era apenas o Pai Natal a voar no seu trenó, mas momentos depois, observam que as pessoas já não têm um ar zangado, e que apenas se aproximam para dar presentes e desejar Feliz Natal, pois já tinha passado da meia noite.
E foi assim, que após destruir o Natal, dois rapazes perfeitamente normais, acabam de salvar o Natal das garras da Empresa Kriks, com a ajuda do importantíssimo Pai Natal. Então podemos dizer que essa foi a história de um Natal Feliz.
Feliz Natal!


Escrito por: Nelson Felipe Pereira Morais

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Conto de Natal, vencedor da menção honrosa no Concurso promovido pelo Clube de Leitura.


Um sonho mágico

Dia de Natal e o joãozinho estava ansioso pela chegada do Pai Natal. Tinha ouvido dizer que o pai natal não existia e, por isso, estava triste e foi dar um passeio.

Saiu de casa quase à hora de jantar e os seus pais estavam a ficar preocupados porque ainda não tinha voltado. Joãozinho lamentava-se:

- Porquê?! Porque é que me mentem? Porque é que dizem que o Pai Natal não existe? Eu gostava de poder desmentir esta notícia, mas não passo de uma criança sonhadora. Ai… se eu tivesse poderes mágicos e pudesse viajar até à casa do homem de barbas brancas.

Do outro lado estavam os seus pais desesperados à sua procura. Batiam em tudo o que era porta na esperança de o encontrar mas nada nem ninguém o tinha visto. Já começavam a perder as esperanças.

João caminhava, caminhava, caminhava até que avistou uma luz e sorriu… foi correndo, correndo, correndo até lá e teve a sensação de entrar noutro mundo. Essa sensação estava correcta, João acabara de entrar num mundo mágico, cheio de brinquedos, luz, ternura, cheio de cores e emoções, era um lugar magnífico, calmo e tranquilo,

Ele estava radiante, sorria e chorava de alegria ao mesmo tempo, não conseguia conter tanta emoção. Seus pais choravam, choravam para que ele voltasse, mas não havia nenhum sinal dele.

O pequeno rapaz olhava em seu redor, sempre alegre, via flores, animais, crianças e lá longe uma grande casa. Decidiu ir até lá e enquanto caminhava observava tudo. Nem se lembrava dos seus pais.

Já eram 10:35 horas e mais algum tempinho e o Pai Natal ia distribuir os presentes… João estava quase a chorar de tanta emoção! De repente pára, olha em seu redor e dá dois passos... entrou dentro daquela enorme casa, nem queria acreditar!

Só via retratos de Pais Natal e brinquedos por todo o lado. Chegou mesmo a pensar que estava dentro da casa do Pai Natal. De repente abriu-se uma porta e para seu espanto saiu de lá o famoso Homem das barbas brancas. Tudo parecia um sonho!

Faltava dois minutos para as 11:00 horas e ainda faltavam embrulhar cinco presentes, por isso, João ofereceu-se para o ajudar e claro ele agradeceu-lhe.

Embrulharam um carro, um avião. Um jogo e uma boneca, só faltava um retrato do Pai Natal com o João. Ele estava radiante pois tirou bastantes fotografias com o seu maior ídolo.

Depois foram distribuir os presentes por todos os meninos, todas as meninas e a todas famílias.

De repente João acorda e fica muito triste, mas olhou para o céu e viu, através da sua janela, o Pai Natal no seu trenó atirando-lhe o retrato e as fotografias. Aí percebeu que tudo fora mais do que um sonho e adormecera de novo.

Mariana Borges Oliveira, nº 14, 9ºE