quarta-feira, 19 de novembro de 2025

A IA, As Bibliotecas e o Futuro das Histórias: 6ºE

 Versão da IA sobre o conto – O príncipe Nabo- de llse Losa

A Princesa Cebola


Era uma vez, num reino distante, uma princesa

chamada Cebola. Tinha esse nome porque, desde

pequena, fazia todos chorar — não de emoção, mas de

tanto que resmungava e se queixava de tudo.

A princesa Cebola era muito bonita: tinha olhos verdes

como esmeraldas e cabelos dourados como o trigo

maduro. Mas a sua beleza escondia um defeito terrível

— era vaidosa, mimada e convencida. Achava que todos deviam servir-la,

obedecer-lhe e elogiá-la sem parar.

O rei, seu pai, e a rainha, sua mãe, já não sabiam o que fazer. Tinham

contratado amas, conselheiros, professores de boas maneiras... mas nada

resultava. A princesa Cebola continuava insuportável.

Um dia, o rei, cansado das birras, anunciou:

— Minha filha, está decidido! Vais casar!

A princesa franziu o nariz.

— Casar? Com quem?

— Com o príncipe mais inteligente, bondoso e honesto que encontremos!

A princesa soltou uma gargalhada.

— Bondoso? Inteligente? Credo! Eu quero alguém bonito, forte e que me

obedeça!

O rei suspirou fundo. Mas a decisão estava tomada. Enviaram mensageiros por

todo o reino e logo começaram a chegar príncipes de todas as terras, ansiosos

por conhecer a famosa princesa.

Para escolher o marido, a princesa Cebola decidiu que todos teriam de passar

por três provas:

1. Escrever-lhe um poema.

2. Fazer-lhe uma refeição.

3. Elogiá-la da forma mais criativa possível.

Vieram príncipes de montanha e de mar, de deserto e de floresta. Todos

falharam.

Um dizia:

— “Os teus olhos são duas estrelas!”

E ela respondia:

— “Estrelas? Eu mereço só duas?”

Outro ofereceu-lhe um banquete de chocolates e frutas exóticas.

— “Que horror! Fico gorda!”

O rei já estava a perder a paciência, quando apareceu um jovem misterioso,

vestido de roupas simples. Tinha os sapatos sujos de lama e trazia um saco às

costas.

— Quem és tu? — perguntou a princesa, com nojo.

— Sou o jardineiro Nabo, alteza. Vim tentar a sorte.

A corte inteira desatou a rir.

— Um jardineiro? Casar com a princesa?

Mas o rei, curioso, deixou-o tentar.

Na primeira prova, o jardineiro Nabo escreveu um poema simples, mas bonito:

“Nem flor nem joia brilha tanto,

quanto um coração sincero.

Quem só vê o espelho, perde o encanto,

e torna-se prisioneiro.”

A princesa revirou os olhos.

— Que tédio! Isso nem rima bem!

Na segunda prova, ele cozinhou uma sopa — apenas de legumes do jardim.

A princesa provou, fez uma careta e gritou:

— Horrível! Cheira a terra!

Mas na terceira prova, Nabo aproximou-se e disse apenas:

— Princesa, és a mais bela de todas... por fora. Espero que um dia descubras

o que há por dentro.

A corte ficou em silêncio. A princesa ficou vermelha de raiva.

— Insolente! — gritou ela. — Pois se és tão esperto, casarás comigo! Como

castigo!

O rei, surpreso, concordou — e o casamento foi marcado.

Na manhã seguinte, o jardineiro apareceu... transformado!

De roupas simples passou a usar um manto real, e na cabeça brilhava uma

coroa.

— Que é isto? — perguntou a princesa, assustada.

O rei sorriu.

— Pois bem, minha filha, o “jardineiro Nabo” é, na verdade, o Príncipe das

Hortas, um jovem encantado que só voltaria à sua forma verdadeira quando

encontrasse alguém capaz de o ver com o coração — e não com os olhos.

A princesa ficou envergonhada. Corou, baixou a cabeça e pela primeira vez na

vida... pediu desculpa.

Com o tempo, aprendeu a rir de si mesma, a ouvir os outros e até a trabalhar

no jardim com o marido. E dizem que, de tanto conviver com legumes, acabou

por deixar de fazer chorar os outros — e passou a fazê-los rir.


André Gomes Mendes,

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